Jures, Vol. 10, No 19 (2017)

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ARAR NA ÁGUA: AUTORIDADES LÍQUIDAS, A (DES)CONSTRUÇÃO DO SUJEITO1 E A LEI

VIRGÍNIA LUNA SMITH

Resumo


O líquido se amolda facilmente a qualquer recipiente que o contenha. As autoridades líquidas fazem morada em qualquer lugar onde haja vazio de sujeito. Autoridades sólidas, ao revés, priorizam o sujeito, preservando-o a partir de garantias estruturais, de tal modo que, pego em falta, seja capaz de implicar-se no erro. E onde se conseguir constituir sujeitos capazes de enxergar limites nos direitos dos demais, ou seja, capazes de exercer empatia por seus semelhantes, não haverá necessidade de comparecimento da lei penal